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Assédio Sexual no Trabalho: Conheça Seus Direitos e Saiba Como Buscar Justiça

    Ninguém deveria enfrentar desconforto, humilhação ou medo no ambiente de trabalho. Infelizmente, o assédio sexual ainda é uma realidade enfrentada por muitas pessoas — especialmente mulheres — em diversos setores e cargos.

    O que nem todo mundo sabe é que esse tipo de comportamento não é apenas imoral e antiético, mas também ilegal. Quem sofre assédio tem direitos garantidos por lei e caminhos legais para denunciar, buscar reparação e seguir com dignidade.

    O que é (e o que não é) assédio sexual

    O assédio sexual não se limita a situações explícitas ou violentas. Ele pode se manifestar como:

    • Comentários indesejados sobre aparência ou corpo
    • Brincadeiras constrangedoras
    • Convites insistentes ou toques sem consentimento
    • Chantagens, como prometer promoções ou ameaçar demissões em troca de favores íntimos

    A chave está no consentimento: se a abordagem é indesejada, causa constrangimento ou intimidação, ela ultrapassa os limites do aceitável.

    Importante: não é necessário que o assédio parta de um superior hierárquico. Colegas, clientes ou fornecedores também podem ser responsáveis.

    Seus direitos: o que diz a lei

    O assédio sexual é crime no Brasil. O artigo 216-A do Código Penal prevê pena de 1 a 2 anos de detenção para quem “constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual”, especialmente em relações de hierarquia ou influência.

    Além do aspecto criminal, a vítima pode buscar reparação civil, recebendo indenização por danos morais. Também é possível exigir medidas de proteção dentro da empresa, como:

    • Afastamento do agressor
    • Rescisão indireta do contrato de trabalho (quando o empregado se desliga da empresa por justa causa do empregador)

    Como buscar ajuda

    Denunciar nem sempre é fácil — é natural sentir medo ou insegurança. Mas é importante saber que existem formas seguras de agir:

    1. Documente tudo: mensagens, e-mails, áudios ou qualquer prova do ocorrido.
    2. Converse com alguém de confiança: compartilhar o que está acontecendo ajuda na tomada de decisões.
    3. Procure o RH ou setor responsável da empresa: muitas empresas têm políticas de combate ao assédio e canais internos de denúncia.
    4. Busque apoio jurídico: um advogado especializado pode orientar sobre direitos e formalizar denúncias, seja na esfera trabalhista ou criminal.
    5. Considere denunciar às autoridades: registre boletim de ocorrência em delegacias comuns ou especializadas, como as da mulher.

    Falar é também proteger outras pessoas

    Denunciar o assédio sexual não é apenas um ato de coragem individual — é uma forma de impedir que outras pessoas passem pela mesma situação.

    Cada vez que o silêncio é quebrado, construímos um ambiente de trabalho mais justo e seguro. E lembre-se: se você já passou por algo parecido, a culpa nunca é sua, e seus direitos não acabam no ambiente de trabalho.

     

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